Tuesday, April 11, 2006

Links: blogs dos alunos da turma

Os trabalhos de História passaram para os blogs individuais dos alunos.

Estes passarão igualmente a receber trabalhos ou materiais dos alunos para outras disciplinas.

A gestão dos blogs será da responsabilidade de cada aluno, cabendo apenas ao Professor a sua supervisão.


Links dos blogs dos alunos:
[e respectivos trabalhos]


- Alice


- Ana Cristina Martins


- Ana Isabel Mestre


- Ana Sofia Oliveira


- Ana Sofia Martins


- Ângelo (não apresentável)


- Carina


- Cátia Isabel Guerreiro


- Cátia Vanessa Guerreiro [falta]


- Daniela


- Débora



- Fábio (não funciona !!!!)


- Gil


- Inês


- João


- Joana


- Luísa


- Mónica


- Nélson


- Nuno


- Samuel


- Soraia


- Teresa


- Vasco



Outros Links (blogs de turmas da Escola):

7º B - http://ourique7b.blogspot.com


10º B - http://ourique10b.blogspot.com


12º B - http://ourique12b.blogdrive.com


[cada aluno deve acrecentar no fim deste artigo o seu e-mail além de o poder pôr igualmente ao preencher o perfil]


E-mail do Professor

Saturday, December 10, 2005

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Significado/origem dos nomes (informações nem sempre correctas)

Área disciplinar de História A:[Alguns links muito gerais]

Arte:
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Artchive - Arte em Geral
ArtHistory
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ArtHistory
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Portugal -
monumentos nacionais
Património Mundial - lista da UNESCO

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Expansão:
Descobrimentos no Tripod
no Sapo


Enciclopédias on-line ou sites de interesse geral:
Encarta
Britannica
Mythica
Wikipedia
Portal de História
Links diversos (myweb)

Mandioca

Inês Nobre
1,4

Açafrão

Inês Nobre
1,8

Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva

João Almeida
1,6

Diogo Cão

Ana Mestre
2,2

Américo Vespúcio

Mónica Martins
2,0

Damão e Diu

Damão e Diu são territórios da União Indiana.
Durante 450 anos estes enclaves situados na costa do Mar Arábico fizeram parte do Estado Português da Índia, juntamente com Goa e ainda Dadrá e Nagar-Aveli. Goa, Damão e Diu foram ocupados pela União Indiana em 19 de Dezembro de 1961; contudo Portugal não reconheceu a ocupação até 1974.
Goa, Damão e Diu foram administrados como parte de um território da União até 1987, altura em que Goa se tornou um estado de direito próprio dentro da Índia, permanecendo Damão e Diu como territórios da União separados administrativamente. O gujarate é o idioma maioritário; o uso do português está em declínio por não ser ensinado nas escolas, embora ainda seja falado por 10% dos habitantes de Damão. Existem contudo crioulos portugueses em Damão (conhecidos como Língua da Casa) e Diu (a Língua dos Velhos); porém, este último está a extinguir-se rapidamente devido à pressão do gujarate.


Diu (antigamente também se escrevia Dio), cidade e sede de Distrito do antigo Estado Português da Índia, foi uma ex-colónia portuguesa. Foi ocupada pela India em 1961.Distribuía-se pelas penínsulas de Guzerate e de Gogolá e pela Ilha de Diu (separada da península por um estreito rio denominado Chassis e que mais propriamente pode ser considerado um estreito braço de mar). Diu era uma cidade de grande movimento comercial quando os portugueses chegaram à Índia. Em 1513, tentaram os portugueses estabelecer ali uma feitoria, mas as negociações não tiveram êxito.Em 1531 não foi bem sucedida a tentaiva de conquista levada a efeito por D. Nuno da Cunha.
E, afinal, Diu veio a ser oferecida aos portugueses em 1535 como recompensa pela ajuda militar que estes deram ao sultão do Gujarat, Bahadur Shá, contra o Grão-Mogol de Deli. Assim, cobiçada desde os tempos de Tristão da Cunha e de Afonso de Albuquerque, e depois das tentativas fracassadas de Diogo Lopes Sequeira, em 1521, de Nuno da Cunha em 1523, Diu foi oferecida aos portugueses, que logo transformaram a velha fortaleza em castelo português. Arrependido da sua generosidade, Bahadur Shá pretendeu reaver Diu, mas foi vencido e morto pelos portugueses, seguindo-se um período de guerra entre estes e a gente do Gujarat que, em 1538, veio pôr cerco a Diu. Coja Sofar, senhor da Cambaia, aliado aos turcos de Sulimão Paxá, tendo, então, deparado com a heróica resistência de António Silveira. Um segundo cerco será depois imposto a Diu, pelo mesmo Coja Sofar, em 1546, saindo vencedores os portugueses, comandados em terra por D. João da Silveira e, no mar, por D. João de Castro. Pereceram nesta luta o próprio Coja Sofar e D. Fernando de Castro (filho do vice-Rei português).Depois deste segundo cerco, Diu foi de tal modo fortificada que pôde resistir, mais tarde, aos ataques dos árabes de Mascate e dos Holandeses (nos finais do século XVII).
A partir do século XVIII, declinou a importância estratégica de Diu, que veio a ficar reduzida a museu ou marco histórico da sua grandeza comercial e estratégica de antigo baluarte nas lutas entre as forças islâmicas do Oriente e as cristãs do Ocidente.
Diu permaneceu na posse dos portugueses desde 1535 até 1961, vindo a cair na posso das tropas da União Indiana, que invadiram todo o antigo Estado Português da Índia, no tempo do pacifista Nehru.

Na Imagem - Diu: Igreja de São Paulo

Monica Maria Martins
2,2

Vasco da Gama


Vasco da Gama


O navegador português Vasco da Gama nascido em Sines, em 1469, realizou, por ordem do rei D. Manuel I, a viagem que o tornou famoso, circumnavegando, pela primeira vez, a África e abrindo um novo caminho para as Índias.
Em fins da Idade Média, o Oriente possuía o encanto de um de um paraíso terrestre. De lá vinham, junto aos mais interessantes produtos exóticos, narrativas que acendiam o desejo pela aventura nos homens mais audazes. Cada Estado europeu procurava comerciar directamente com o Oriente, para retirar dos árabes e de Veneza o predomínio nesse campo. A Espanha, por exemplo, financiara a expedição de Cristóvão Colombo.
O Rei D. João II, de Portugal, tinha outros planos: desde muito tempo concebera o projecto de alcançar as Índias navegando ao redor da África. O homem a quem confiar a empresa: Vasco da Gama, um jovem que, somente com vinte anos, já conquistara sólida fama de emérito navegador, participando e várias expedições ao longo das costas ocidentais da África.
Somente havia pouco tempo que o supersticioso temor do mar além das "colunas de Hércules" (o estreito de Gibraltar) tinha sido superado: não se sabia, entretanto, nem quanto longa nem quanto difícil poderia ser a viagem.
Entre esses pensamentos, debatia-se D. João II. Mas a morte truncou-lhe o projecto. Seu sucessor, D. Manuel I, o Venturoso, organizou a expedição.
A 8 de julho de 1497, teve início a aventura de 160 homens, sobre quatro navios; o navio almirante, São Gabriel, era comandado por Vasco da Gama; o segundo navio, o São Rafael, estava confiado ao seu irmão Paulo; Nicolau Coelho comandava o Bérrio, menor e mais leve que os outros, e Gonçalo Nunes guiavam o navio subsidiário, São Miguel, para as provisões.
A viagem ao longo das costas ocidentais da África transcorreu sem incidentes e, em 22 de novembro, foi superado o Cabo da Boa Esperança, após oito meses de navegação de mares desconhecidos. No dia 25 de Dezembro os navegadores aportaram a uma baía (que agora se chama, exactamente, Baía de Natal) para festejar o dia da Natividade.
Em 20 de Maio de 1498, os quatro navios chegaram a Calicute, na Índia. Os portugueses foram recebidos com grandes honrarias pelo Rajá Samorim que os fez sentar à sua própria mesa; mas, logo, a permanência em Calicute deixou de ser aprazível: o Rajá, por motivos desconhecidos, marcou o regresso dos viajantes para Outubro. Transcorreram mais um longo ano no mar, entre aventuras de toda sorte, e, em meados de Setembro de 1499, chegaram a Lisboa. A tripulação não retornava completa: entre os desaparecidos, estava também Paulo, irmão de Vasco. Aos sobreviventes foram tributadas solenes honras; foi erigido um templo votivo, em Belém, e Vasco da Gama foi nomeado Almirante do Mar da Índia.
Três anos depois da sua volta, em 1502, o grande navegador voltou ao mar, rumo a Índia, onde efectuou ferozes represálias contra os inimigos de Portugal. Em 1513, retornou à pátria e levou vida retirada, em Évora, apesar de consideração de que gozava junto ao rei que, em 119, o nomeou Conde de Vidigueira.
O destino de Vasco da Gama não era porém o de morrer na pátria. Em 1524, o rei D. João III, visto que a situação na Índia não estava nada satisfatória, enviou-o para lá com o título de Vice-rei, junto com os filhos, Paulo e Estêvão, para que acabasse com as desordens.
Em 25 de Dezembro do mesmo ano, atacado por uma moléstia infecciosa, Vasco da Gama morreu, em Cochim, na Índia, na idade de 55 anos.
Ana Sofia Martins
2,2

Saturday, December 03, 2005

O Congo

Cátia Isabel Guerreiro

3,5

Monday, November 21, 2005

Goa


Goa

Goa é, hoje em dia, uma cidade e também estado da Índia situada na costa ocidental asiática.
A população é constituída por 1.007 .800 pessoas.
A primeira referência a Goa data de perto de 2200 a.C. em escrita cuneiforme da Suméria, onde foi denominada de Gubio. Já no período entre 1000 e 500 a.C. é chamada de Gomantak, que significa «terra semelhante ao paraíso, fértil e com boas águas».
Por volta de 1775 a.C. os fenícios estabeleceram-se em Goa.
Entre 530 e 550, Goa é citada como um dos melhores centros industriais, sendo chamada de Sindabur (Chandrapur) ou Buvah-Sindabur pelos árabes e turcos.
Goa foi, deste modo, disputada e cobiçada pelas muitas riquezas de que dispunha, por vários impérios em batalhas sangrentas. Em 1347, Goa caiu sob domínio islâmico, e muitos templos hindus foram destruídos.

Afonso de Albuquerque foi o português que conquistou Goa aos árabes em 1510 (ajudado por um chefe hindu), fortificando-a e fazendo dela a capital do Império Português da Índia.
Os muçulmanos da região foram afastados e em 1543 um quinto da região estava sob domínio português, recebendo assim o nome de Velhas Conquistas.
A decadência do porto de Goa no século XVII foi consequência das derrotas militares dos portugueses para os holandeses, no oriente, que fazem com que o Brasil se torne o centro económico de Portugal.
O domínio britânico também esteve presente em Goa, apenas durante dois curtos períodos (1797/8 e 1802/13), havendo ainda algumas ameaças externas posteriormente. Os ingleses deixaram definitivamente a Índia em 1947.
O governo de Salazar recusou negociar com a Índia, tendo sido tomada por esta apenas em 1961 quando o exército indiano invadiu Goa, encontrando pouca resistência. Após quatro séculos de domínio português, a população de Goa era uma mistura de raças, e os seus habitantes são predominantemente católicos.

Damão e Diu, outras duas cidades indianas que também estiveram associadas ao domínio português, ficaram desde o início ligadas a Goa (apesar de separadas por 700 e 1500 km respectivamente), com o nome
Estado da Índia Portuguesa, ligados não só pela administração, com centro em Goa, mas também por outros sentimentos. Logo depois da integração na Índia estiveram ainda ligados a Goa porém, quando esta se tornou num Estado dentro da República da Índia, Damão e Diu passaram a ser administrados directamente pelo Governo Central do país.
Goa é actualmente uma importante estância turística, em parte devido às suas magníficas praias.


Luísa Raposo
N:4

“Adem” ou Pêro da Covilhã


Pêro da Covilhã

Pedro ou Pêro da Covilhã 1450 - 1530foi um diplomata e explorador português. Com cerca de 18 anos cativa um espanhol que visitava a Covilhã para comprar tecidos que o convida a servir o seu amo, D. Juan de Guzman, irmão do Duque de Medina-Sidónia, um dos mais conceituados fidalgos de Sevilha; Pêro aceita a proposta e parte para Sevilha onde lhe é atribuído o papel de espadachim. Impressionado com a desenvoltura de Pêro de Covilhã, convida-o D. Juan de Gusman a participar nas embarcações do seu irmão, o Duque conhecido também como o Pirata Espanhol; Pêro recusa a oferta e, em 1474, acompanha D. Juan a Lisboa a uma entrevista com Afonso V de Portugal.
D. Afonso simpatiza com Pêro também pelo seu domínio de línguas, nomeadamente a língua árabe e D. Juan cede a el-rei os serviços do português. É assim que Pêro da Covilhã, aos seus 24 anos, é admitido como moço de esporas de D. Afonso V. Passado pouco tempo, decide el-rei elevá-lo a escudeiro, com direito a armas e cavalo.
Em 1476 acompanha D. Afonso V na batalha de Toro, a tentativa fracassada de D. João de reclamar o trono de Castela, já que era cunhado de Henrique IV de Castela. Mais tarde, em iria acompanhar D. Afonso na jornada a França para pedir auxílio ao rei Luís XI de França na luta pelo trono de Castela, que seria rejeitado. Entretanto, D. Afonso abdica do trono, para D. João II.
Após a execução do Duque de Bragança pelas próprias mãos do rei, Pêro da Covilhã foi designado para investigar quais os nobres que conspiravam contra D. João II, conseguindo identificar o D. Diogo, duque de Viseu e D. Garcia de Meneses, bispo de Évora.
Na sequência do desejo de el-rei continuar a obra iniciada pelo infante D. Henrique dos Descobrimentos, escolhe novamente Pêro da Covilhã para embaixador nos tratados de paz com os berberes do Magrebe (como o rei de Fez e o de Tremecém), que convinham ao reino para convergir os esforços na odisseia marítima.
Pêro da Covilhã torna-se, entretanto, escudeiro da guarda real e casa com Catarina que em poucos meses engravida.
Mais tarde, em 1487, D. João II envia-o juntamente com Afonso de Paiva em busca de notícias do mítico reino do Preste João e da Índia; disfarçados de mercadores e treinados por cosmógrafos régios e pelo rabino de Beja que lhes terá indicado as portas da cidadela, no Cairo, partem a cavalo a 7 de Maio de Santarém (onde estava a Corte), rumo a Valência. Atravessam o sul da Península Ibérica até Barcelona, onde chegam a 14 de Junho. Daí, uma nau os levou até Nápoles em dez dias e, daqui até ao arquipélago grego em outros dez dias. Desembarcam na ilha de Rodes, que pertencia à Ordem dos Cavaleiros de São João de Jerusalém, repousando em casa de frades portugueses.
Rodes seria a última terra cristã que pisariam. Daí, rumaram para Alexandria, no Egipto, terra de infiéis, onde compraram algumas mercadorias para o seu disfarce de mercadores. Depressa adoeceram com as chamadas "febres do Nilo", quase morrendo. O Naib, lugar-tenente do Sultão, toma-lhes as mercadorias dando-os por mortos e sem descendentes. Porém, ambos recuperam e o Naib restitui-lhes o valor das mercadorias. A partir daí tentam reproduzir o trajecto das especiarias no sentido oposto: rumo a Roseta de cavalo e de barco ao Cairo. Juntam-se a uma caravana que, percorrendo o deserto pela margem oriental do Mar Vermelho, vai cruzar a Arábia, rumo a Adem, às portas do Mar Índico; passam por Suez, Tor, o deserto do Sinai, Medina e Meca, a cidade sagrada do Islão, onde tiveram que fazer penitência e rezar ao profeta Maomé, para manter o disfarce.
Chegam a Adem já no ano de 1488 e aí se separam com reencontro combinado no Cairo, junto à porta da cidadela, durante o anoitecer de um dos primeiros noventa dias de 1491; Afonso de Paiva ruma à Etiópia em busca do Preste João, e Pêro da Covilhã vai para a Índia.
Pêro chega Novembro de 1488 a Calecute, um dos pequenos reinos da Índia actual. Aí terá conhecido um mercador que lhe terá explicado o percurso das especiarias; terá indicado a existência do Ceilão, de onde vinha a canela, e da Malásia, a noz-moscada, e o papel de Calecute em todo o processo: era aqui que afluíam as especiarias, prontas para embarcar rumo ao Mar Vermelho (e, posteriormente, para Veneza).
Na sede de melhor saber, Pêro visita Cananor, Goa e Ormuz, na costa do Malabar, confirmando que o movimento comercial era, de facto, inferior ao de Calecute.
Em Dezembro de 1489 parte Pêro da Covilhã de Ormuz rumo à costa oriental de África. Visita Melinde, Quiloa, Moçambique e, finalmente, Sofala, registando os entrepostos comerciais dos mouros. Pêro da Covilhã regista, assim, que uma vez dobrado o fim da África (mais tarde designado do Cabo das Tormentas), bastará atingir Sofala ou Melinde e facilmente se alcançará Calecute. Será com base nesta anotação que Vasco da Gama decidirá atravessar o Oceano Índico directamente para Calecute, na sua pioneira expedição marítima à Índia.
A 30 de Janeiro de 1491, Pêro da Covilhã dirige-se às portas da cidadela do Cairo, conforme combinado e, em vez de Afonso de Paiva, encontra o Rabi Abrahão (o rabino de Beja) e um outro judeu português, José de Lamego, que lhes comunicam que Afonso de Paiva teria falecido ali no princípio do mês, mas que falecera de peste sem poder contar as suas viagens ou aventuras, da notícia do nascimento do seu filho, que Catarina baptizou de Afonso, em homenagem ao rei, e do feito de Bartolomeu Dias, que tinha dobrado o Cabo das Tormentas, agora designado Cabo da Boa Esperança. Mas el-rei D. João II teria pedido ao Rabi Abrahão que fosse confirmar a importância de Ormuz, segundo relatos de José Lamego, que desconhecia que importante era Calecute, e não Ormuz.
Assim, Pêro redige o relatório para o rei, que seria entregue por José Lamego, e parte para Ormuz com o Rabi. Aí, Pêro da Covilhã deixa o Rabi e regressa a Adem, para saber notícias do Preste João, já que Afonso de Paiva não as pôde comunicar. Daí toma um barco até Zeila, mas a sul, já na costa da Etiópia.
Rico e bem acolhido pelo imperador Alexandre, descendente do Preste João, ali casou e teve filhos, vindo a morrer muitos anos depois. Constatou que afinal o mítico reino não era mais senão um pobre povo que tentava evitar ser esmagado pelos vizinhos muçulmanos — não poderia valer Portugal de qualquer ajuda, mas sim eles que teriam que ser ajudados na luta contra os infiéis.
Impedindo de sair por Nahu, irmão e sucessor de Alexandre, que entretanto morrera inesperadamente, e que alegava o costume de não deixar sair os forasteiros que entrem no reino, recebe terras do soberano e aí se fixa como senhor feudal, casando novamente e de quem teria numerosa descendência.
Com a morte de Nahu, em 1508, Pêro da Covilhã é mantido como conselheiro régio da nova rainha Helena. É por sua indicação que a rainha envia o embaixador Mateus a Lisboa, acompanhando dois frades portugueses que ali apareceram, e de quem viria Pêro da Covilhã a saber da morte de D. João II, da ascensão de D. Manuel I, e dos sucessos de Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral.
Recebeu, entretanto, a visita de alguns portugueses a quem terá dado notícias importantes. É, em 1521, encontrado pelo embaixador D. Rodrigo de Lima. O relato das suas viagens foi enviado ao padre Francisco Álvares pelo próprio Pêro da Covilhã, que o publicou na Verdadeira Informação das Terras do Preste João das Índias, que veio a ser editada em Lisboa, em 1540.


Joana Bento
2,5

Ormuz ...

João Almeida
1,5

Sofala

Sofala já era conhecida há muitos séculos. No século X, al-Masudi, um historiador-geógrafo árabe, descreve as terras de Sofala e da importância da mineração e comércio entre o Império dos Mwenemutapas e os árabes e indianos que ali se haviam estabelecido. Nessa época, Sofala abrangia toda a costa centro e norte do actual Moçambique.
Quando os portugueses entraram em contacto com a África Meridional-Oriental (pelo Cabo da Boa Esperança), foram informados do comércio com Sofala: grandes traficantes muçulmanos de Ormuz, de Adem e de outros lugares recebiam o ouro de outros mercadores muçulmanos que captavam o metal para com ele poderem obter os panos de algodão de Cambaia e outras peças vindas do mar Roxo ou de Guzarate .
Em 1505, com a Coroa portuguesa, numa mudança da política pacifista, decidida a impor no Índico o monopólio do comércio, sai de Lisboa a poderosa frota de Pero Arnaia destinada a construir aí uma feitoria - a bem, ou a mal. A fortaleza era quadrada e cercada de muralhas com 25 palmos de altura; nos quatro cantos tinha baluartes redondos; na quadra da banda do mar erguia-se uma torre que ligava com a residência do capitão; no vão dessa torre havia uma grande cisterna na quadra da muralha para o lado interior era a casa destinada à feitoria. A povoação dispersava-se pelo lado de fora.
A actual província de Sofala, no centro de Moçambique tem uma área de 68018 km2 e uma população de 1.289.390 habitantes (censo de 1997) e 1.582.000 mil habitantes projectados para 2004 de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.
A sua capital é a cidade de Beira a cerca de 1190 kms a norte da cidade de Maputo, capital de Moçambique .

Débora Martinho
N:2

http://campus.northpark.edu/history/WebChron/Africa/GreatZimbabwe.html

Melinde (Malindi)

Gil
N:1,5

Sunday, November 20, 2005

Zanzibar

Inês Nobre
N:1,5

Tuesday, November 15, 2005

Nagasaki - Japão


OS PORTUGUESES EM NAGASAKI

Portugal e Espanha foram, nos séculos XV e XVI, os grandes descobridores de “novos mundos”. Em 1498 Vasco da Gama chega à Índia por via marítima, contornando o continente africano. Em 1492, Cristóvão Colombo descobre a ilha de Haiti, na América do Norte. Fernão de Magalhães chega ao Oriente atravessando o oceano Atlântico e o oceano Pacífico depois de ter contornado a América do Sul. Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil em 1500.
Durante o reinado de D. Manuel I, o que se conhecia do extremo oriente eram relatos da viagem de Marco Polo à China, em 1291. Nessas viagens, o explorador ouviu falar de um rico arquipélago a que os chineses chamavam “Ji-pangu” – local onde o Sol nasce – que mais tarde seria designado “Japão”. Nessa época os japoneses viviam isolados, sem contactos com outros países ou continentes para além da China e Coreia. Marco Polo descreveu o Japão como “uma ilha grande, com gente de pele clara, de boas maneiras, formosos, e de uma riqueza incalculável”.
Era por isso natural que aos navegadores portugueses interessasse descobrir o Japão mas foi por acaso que isso aconteceu. Em 1540 os navegadores portugueses tiveram os primeiros contactos com marinheiros japoneses que faziam comércio nas pequenas ilhas chinesas de Liampo. Foi num dos barcos que usavam nessa zona que, num dia de forte tempestade, três portugueses acabaram por chegar à costa Sul do Japão, na ilha de Tanagashima.
Estes foram os primeiros ocidentais que os japoneses viram na sua terra. Segundo escritos locais esse acontecimento deu-se a 23 de Setembro de 1543. Desde essa data algumas trocas comerciais foram-se estabelecendo e no local onde os barcos acostavam foi-se desenvolvendo um centro de comércio e mais tarde uma cidade: a cidade de Nagasaki. Durante muitos anos esta cidade foi a porta de entrada para o Japão, não só para navegadores portugueses mas também, depois, para holandeses, ingleses, coreanos e chineses.
Em 1549 chegou ao Japão um padre Jesuíta chamado Francisco Xavier, com a missão de cristianizar os japoneses, cuja religião era o budismo. Foram os portugueses que levaram para o Japão as primeiras armas de fogo (os mosquetes, espécie de espingarda). Como nessa época o Japão estava em constante guerra entre senhores feudais (“shoguns”), as armas de fogo tiveram muita procura e valiam fortunas em prata e ouro. Foram também os portugueses que levaram para o Japão as primeiras máquinas de impressão e muitos instrumentos musicais até então desconhecidos.
Em 1570, Nagasaki era um importante porto de importação e exportação comercial e de actividade missionária cristã, onde se construíram igrejas católicas e um hospital que introduziu a medicina que se praticava na Europa.
Apesar dos grandes passos que foram dados para desenvolver as trocas culturais e comerciais entre os dois países, o Japão começou a criar obstáculos à entrada de estrangeiros. Em 1614 foi criada uma lei que proibia o Cristianismo e em 1639 as relações entre o Japão e Portugal foram cortadas.
Já na era moderna, Nagasaki desenvolveu-se como um importante centro industrial, principalmente na construção naval. Por isso, na IIª Guerra Mundial (1939 – 1945), Nagasaki seria sempre um alvo para o ataque dos americanos, pois era lá que os navios de guerra japoneses eram construídos. Em 6 de Agosto de 1945, a primeira bomba atómica foi largada pelos americanos na cidade de Hiroshima, com a sua quase total destruição. Três dias mais tarde, em 9 de Agosto, uma segunda bomba
iria ser largada sobre a cidade de Kokura, mas como nessa zona o céu estava coberto de nuvens, o avião que transportava a bomba dirigiu-se para Nagasaki. Às 11.02 horas a bomba é largada. Tratava-se de uma bomba um pouco diferente da bomba de Hiroshima, muito mais potente, mas apesar disso o número de mortes foi inferior ao de Hiroshima porque o terreno em Nagasaki era acidentado e os montes e colinas serviram de
protecção a várias zonas da cidade. também a típica disposição portuguesa das casas e ruas, em anfiteatro, aproveitando as condições naturais do terreno a isso ajudou. Mesmo assim morreram de imediato quase 74000 pessoas e mais 75000 terão morrido nos dias seguintes devido ao efeito das radiações.

A cidade foi reconstruída e recuperou a sua importância económica. A indústria naval e automóvel continuam a ser as mais importantes. Também a influência cristã se manteve e muitas igrejas católicas foram reconstruídas.

Mas os vestígios de Portugal em Nagasaki e no Japão são ainda visíveis. As influências culturais dos portugueses foram muitas e importantes e muitas palavras japonesas têm origem portuguesa, como por exemplo “botan” (botão), “kappa” (capa), “koppu” (copo), “orugan” (orgão), “tabako” (tabaco), “bisuketto” (biscoito), “pan” (pão), “yoroppa” (europa), “shabon” (sabão), etc.
Em Nagasaki manteve-se uma pequena comunidade de católicos e foram construidas igrejas católicas ao longo dos séculos. Um bolo chamado “kasutera” típico de Nagasaki mais não é do que o nosso pão-de-ló, cujo fabrico foi ensinado aos locais pelos portugueses. Nas festas populares “O-Kunchio Matsuri” que ocorrem em Nagasaki em Outubro, há um desfile que inclui sempre réplicas de caravelas portuguesas.
Vasco Ascensão
4

Os Incas

O IMPÉRIO INCA


Os Incas eram um povo indígena da América do Sul que habitava nas montanhas do actual Perú, nas margens do rio Huatamay. A sua cidade, Cuzco, que na língua inca quer dizer “Umbigo do Mundo”, tornou-se a capital de um vasto império conquistado ao longo de várias centenas de anos, desde o ano 1200 até à sua destruição pelos conquistadores espanhóis em 1533. O Império Inca atingiu o seu maior poderio no séc. XV, em que chegou a ter mais de 3000 Km de extensão ao longo de quase toda a região dos Andes e incluía vastos territórios da costa oeste da América do Sul, incluindo zonas do Equador e Colômbia, todo o Perú e Bolívia, e norte da Argentina e Chile.
O Império era governado por um Inca, considerado um deus, a quem todos adoravam e pagavam tributos. Abaixo do Inca havia outras quatro principais classes de cidadãos: a família real, os nobres, os chefes militares e os chefes religiosos. Estes viviam na capital e a partir dela governavam o Império. Este estava dividido em quatro províncias, cada uma com o seu governador. Os governadores organizavam as tropas locais, cobravam os impostos e impunham a lei e a ordem. Abaixo dos governadores estavam os oficiais militares locais. Mais abaixo estavam os camponeses, que eram a grande maioria da população.

O primeiro imperador inca foi Manco Capac, que em 1200 iniciou a conquista de vários territórios, mas o mais importante de todos foi Pachacuti (1438 a 1471). Os incas tinham um exército bem treinado e organizado que partia em expedições para conquista de novas terras e submissão de novos povos que forneciam mais soldados e pagavam mais impostos. Antes das invasões, Pachacuti enviava mensageiros para explicar aos povos que queria dominar que era melhor para eles juntarem-se ao Império. Quando os opositores se rendiam eram bem tratados mas quando resistiam eram massacrados.
Os que aceitavam juntar-se, para além de evitarem uma derrota militar e morte quase certa, passavam a ser protegidos e a dispor de uma rede de estradas e pontes para o comércio e de um sistema de agricultura organizada e mais produtiva. Calcula-se que os incas cultivavam cerca de 700 espécies vegetais e as estradas possibilitavam uma boa distribuição das colheitas. As principais culturas eram a batata, batata-doce, milho, algodão, tomate, amendoim e mandioca. Usavam varas e arados para lavrar e um animal, a lhama, que para além de ajudar nos trabalhos pesados, fornecia lã para fazer tecidos, mantas e cordas, couro e carne.

Embora possuíssem muito ouro e prata que existiam em abundância no leito dos rios, os incas não usavam dinheiro. Trocavam mercadorias por outras ou por trabalho. Também não tinham escrita e todos os conhecimentos eram transmitidos oralmente.

Os incas construiram diversos templos consagrados às suas divindades e adoravam acima de tudo o “deus Sol”. Outras divindades (os “huacas”) viviam em objectos naturais como as montanhas, os rios ou os lagos, que também eram venerados. Nas ocasiões mais importantes eram feitos sacrifícios de animais e humanos como oferta aos deuses, principalmente no nascer do sol. Em grandes ocasiões, como quando um novo inca subia ao poder, chegavam a ser sacrificadas 200 crianças em honra do deus Sol.
Acreditavam na reencarnação e aqueles que cumprissem os principais mandamentos – não roubar, não mentir e não ser preguiçoso – iriam viver ao calor do sol quando morressem, enquanto que os outros passariam os dias eternamente na terra fria. As pessoas mais importantes eram mumificadas e enterradas sentadas em túmulos juntamente com vários objectos pessoais, pois acreditavam que depois de mortas as pessoas importantes poderiam conversar umas com as outras.

Quando em 1527 o inca Huayana Capac morreu, o império inca estava já a ser atacado pelos conquistadores espanhóis, chefiados pelo terrível Comandante Pizarro, que procuravam as riquezas do ouro e prata e difundiam a religião católica. Os espanhóis, apesar de pouco numerosos – eram menos de 200 soldados e 27 cavalos - tinham grande vantagem sobre os incas porque possuíam armas de fogo contra apenas lanças, arcos e flechas. Além disso, o contacto das populações incas com pessoas vindas da Europa trouxe contágios de doenças que até então não existiam na América do Sul e muitos morreram por causa disso. Ainda por cima, os filhos de Huayana Capac não se entendiam em relação à sucessão e uma guerra civil entre os incas durou mais de 12 anos.
O inca Atahualpa, filho mais novo de Huayana Capac, subiu ao poder em 1532 mas o seu reinado durou pouco mais de 1 ano. Preso por Pizarro, Atahualpa acabou por ser executado. Nunca mais o Império Inca se recompôs. As terras foram sendo abandonadas, a fome espalhou-se e os próprios incas tornaram-se inimigos uns dos outros por ganância pelo ouro e prata que perceberam agora que tinha muito valor.
Do grandioso Império restaram apenas vestígios de cidades e monumentos e algumas peças decorativas pois tudo foi destruído com a ocupação espanhola.


Vasco Ascensão
imagens enviadas como deve ser ?????
2,5

Palma

A PALMA

Desde a época dos faraós egípcios, há quase 5000 anos, que a palma oleaginosa tem sido uma importante fonte alimentícia para o homem. O óleo chegou ao Egipto vindo da África Ocidental, de onde se origina a Elaeis guineensis .
Terão sido os navegadores portugueses que levaram esta árvore para oriente.
As condições climatéricas na Malásia, caracterizadas por um clima tropical com temperaturas que variam entre 24 e 32º C sem grandes variações ao longo do ano, com períodos chuvosos alternados com bastante sol, são ideais para o cultivo da palma.
No Brasil, é denominada “ palmeira do dendê “, e foi introduzida pelos escravos trazidos por portugueses no século XVI.
A árvore começa a produzir frutos a partir dos 3 anos de existência depois de semeada e tem uma vida económica de 20 a 30 anos.
É a partir da sua semente que se produz um importante óleo utilizado na indústria alimentar: o óleo de palma.
Com as técnicas actuais, cada hectare de palma pode render anualmente até 5 toneladas de óleo de palma, o que representa 5 a 10 vezes mais que qualquer outro cultivo comercial de óleo vegetal.
A palma produz um rendimento em óleo de aproximadamente 3700 Kg/hectare, anualmente. Em comparação com os rendimentos do óleo de soja (389 kg/hectare) e do óleo de amendoim (857 kg/hectare) é muito mais produtiva.
Este óleo vegetal é uma gordura que, apesar de em princípio poder ser retirado de várias partes da planta, na prática é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes. Os óleos vegetais são utilizados como óleo de cozinha e para usos industriais.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América, o total de consumo de óleos vegetais no Mundo no ano 2000 era o seguinte:
Óleo de Soja - 26.0 milhões de toneladas
Óleo de Palma - 23.3 t
Óleo de Colza - 13.1 t
Óleo de Girassol - 8.6 t
Óleo de Amendoim - 4.2 t
Óleo de Algodão - 3.6 t
Azeite - 2.5 t
TOTAL - 81,3 t.
Vasco Ascensão
imagens enviadas como deve ser ????
2,5

O coco

O Coco


Nome Científico do Coqueiro: Cocos nucifera L.
Família: Palmáceas Nomes populares: Coqueiro, coqueiro-da-Índia, coco-da-baía
Origem: Muitas referências afirmam que o Cocos nucifera é originário da Índia. Há algumas referências, entretanto, que defendem a origem desconhecida desta palmeira.
Clima: A planta frutifica apenas em locais de clima quente.

Há uma teoria muito interessante que tenta explicar a forma como esta palmeira se teria espalhado: os cocos teriam flutuado de um continente para o outro por meio das correntes oceânicas. Isso explicaria, por exemplo, a afirmação de que o coqueiro teria entrado de forma natural no litoral brasileiro.
O coqueiro é uma palmeira de folha lisa que pode atingir até 25 m de altura e 30 a 50 cm de diâmetro.
As folhas são largas e compridas. O fruto é uma noz grande com uma semente recoberta por uma casca dura. No interior da casca, encontra-se a amêndoa, que é a parte comestível, com cerca de 1cm de espessura e a cavidade cheia de líquido - a deliciosa água de coco. O período entre a formação do fruto até o amadurecimento é de cerca de 12 meses.

O termo "coco" foi desenvolvido pelos portugueses no território asiático de Malabar, na viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1498), a partir da associação da aparência do fruto, visto da extremidade, que se assemelharia à face de um "coco" (nome usado na época para designar um monstro imaginário com que se assusta as crianças – papão ou ogre). Do português o termo passou ao espanhol, francês e inglês "coco", ao italiano "cocco", ao alemão "Kokos" e aos compostos inglês "coconut" e alemão "Kokosnuss".
O coqueiro (Cocos nucífera L.) é cultivado em aproximadamente 90 países , sendo típico do clima tropical. Tem origem no Sudeste Asiático. Os maiores produtores mundiais actuais são as Filipinas, a Indonésia e a Índia. No Brasil a cultura do coqueiro, variedade gigante, chegou com a colonização portuguesa em 1553, oriundo da ilha de Cabo Verde onde, por sua vez, teria chegado de plantações Indianas, introduzidas na África.
Em algumas partes do mundo, macacos treinados são usados na colheita do coco. Escolas de treino para macacos ainda existem no sul da Tailândia. Todos os anos são realizadas competições para identificar o mais rápido.

Vasco Ascensão
Imagens devem ser guardadas uma a uma e enviadas como anexos e não inseridas em documentos de texto
2,5

A canela

Gil Prazeres

O cravinho

Gil Prazeres

A Noz-moscada

Gil Prazeres

N:2

Açafrão

Inês Nobre

Mandioca

Mandioca
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Arbusto originário dos Andes peruanos, a mandioca, maniveira ou maniva foi cultivada por várias nações indígenas da América Latina que consumiam suas raízes; no Brasil o hábito de cultivo e consumo continua, com a raiz.
De nome científico Manihot esculenta sendo chamada no Brasil de mandioca, aipim, macaxeira, maniva e maniveira dependendo da região do país, a origem do nome mandioca (manioca) seria de uma lenda Tupinambá sobre a deusa Mani, de pele branca, que encontrou sua morada (oca) na raiz desta planta. Existem diversas espécies da planta, que se dividem em mandioca doce e mandioca brava (ou mandioca amarga), de acordo com a presença de ácido cianídrico (que é venenoso se não for destruído pelo calor do cozimento ou do sol). Algumas regiões usam o nome aipim ou macaxeira para designar a mandioca-doce.
No Brasil todo a raiz da mandioca é consumida na forma de farinha, da qual se faz a tapioca, ou em pedaços cozidos ou fritos. Está presente também no preparo de receitas típicas da amazônia. A mandioca é um alimento altamente energético, podendo substituir o pãozinho, ou mesmo o arroz e o macarrão. Contém, ainda, razoáveis quantidades de vitaminas do Complexo B, principalmente Niacina, que estimula o apetite, promove o crescimento e conserva a saúde da pele. Seus sais minerais como o Cálcio, Fósforo e Ferro participam da formação dos ossos, dentes e sangue. Conforme o tipo, a polpa da mandioca deve apresentar cor branca ou amarelada uniforme e a casca deve soltar-se com facilidade. Mas, mesmo de boa qualidade, convém conservar a mandioca por apenas 2 dias quando fresca. No entanto, descascada e coberta com água numa vasilha, ela dura por mais tempo, assim como, depois de cozida. O período de safra da mandioca vai de janeiro a julho.
Inês Nobre
Trabalhar o texto copiado atendendo aos objectivos do trabalho e desfazer os sublinhados.
Enviar imagens como deve ser
N:1

o Feijão

Cátia Vanessa Guerreiro

Ver os objectivos do trabalho, fazê-lo e enviá-lo

N:1

Açúcar

João Filipe Almeida

Ver os objectivos do trabalho, fazê-o e enviá-lo
N:1

O Chá

Cátia Isabel Guerreiro

Monday, November 14, 2005

Trigo

Ana Sofia Martins

Fazer o trabalho
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N:1

Vasco da Gama

Ana Sofia Martins

N: 1

A Vinha

Na Imagem: vinhas no Minho (vinho verde)
VINHA

A videira ou vinha (Vitis riparia) é uma trepadeira da família das vitáceas, com tronco retorcido, ramos flexíveis, folhas grandes e repartidas em cinco lóbulos pontiagudos, flores esverdeadas em ramos, e cujo fruto é a uva.
Originária da àsia, a videira é cultivada em todas as regiões de clima temperado.
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O cultivo da videira para a produção de vinho é uma das atividades mais antigas da civilização. Evidências indicam o cultivo da videira para a produção de vinho na região do Egipto e da Ásia Menor durante o período neolítico, ao mesmo tempo em que a humanidade, instalada em aldeamentos permanentes, começou a cultivar alimentos e a criar gado, além de produzir cerâmica.
A Vinha no Alentejo
A imensidão de horizontes planos, ou quase planos, aliada à sua meridionalidade, oferecem ao Alentejo características Mediterrâneas e Continentais. A insolação tem valores bastante elevados, o que se reflecte na maturação das uvas, principalmente nos meses que antecedem as vindimas, conferindo-lhes uma perfeita acumulação de açúcares e de matérias corantes na película dos bagos. As vinhas localizam-se, na sua maioria, em substrato geológico de rochas plutónicas (granitos, tonalitos, sienitos e sienitos nefelínicos) sendo contudo de salientar, a diversidade de manchas pedológicas nas quais as vinhas são instaladas (nomeadamente manchas xistosas e argilo-calcárias). É igualmente de referir que os melhores terrenos são eleitos para a cultura cerealífera e a exploração agro-pecuária, pelo que a vinha e a oliveira, dada a sua rusticidade, assentam nos solos com fraca capacidade de uso.Satisfazendo os requisitos de qualidade e de tipicidade conformes com a tradição do vinho desta região, o Vinho Regional Alentejano apresenta características próprias, sendo muito apreciado.
Na imagem: vinha na Vidigueira (http://www.cortesdecima.pt/)
Outros vinhos de Portugal
Vinho do Porto
O Tratado de Methwen (1703) assinado entre Portugal e a Grã-Bretanha, contribuiu para a popularidade deste vinho que beneficiava de taxas aduaneiras preferenciais. Durante o século XVIII, para os ingleses, vinho era praticamente sinónimo de vinho do Porto.
Vinhos da Bairrada
No Reinado de D. Maria I (1734/1816) os vinhos portugueses adquiriram grande projecção, tendo-se iniciado a exportação de vinhos, com destaque para os desta região, que foram exportados para a América do Norte, França, Inglaterra e, em especial, para o Brasil, onde eram muito apreciados.
Vinho de Bucelas
Com as Invasões Francesas (1808/1810) este vinho começou a ser conhecido internacionalmente. Wellington apreciava-o de tal maneira que o levou de presente ao então príncipe regente, mais tarde Jorge III de Inglaterra. Depois da Guerra Peninsular, este vinho tornou-se um hábito na corte Inglesa. No tempo de Shakespeare (1564/1613) o vinho de Bucelas era conhecido Por "Lisbon Hock" (vinho branco de Lisboa) (1564/1613).
Vinho de Carcavelos
Foi bem conhecido das tropas de Wellington (1808/1810) que o levaram para Inglaterra, tendo sido, durante largos anos, exportado em grandes quantidades. Hoje em dia corre o risco de se deixar de produzir.
Vinho da Madeira
Considerado um dos vinhos de maior requinte nas cortes europeias, tendo chegado mesmo a ser usado como perfume para os lenços das damas da corte. Na corte inglesa este vinho rivalizava com o vinho do Porto. Shakespeare (1564/1613) referiu-se ao vinho da Madeira como essência preciosa, na sua peça "Henrique IV". Um nobre inglês, o duque de Clarence, irmão de Eduardo IV (séc. XV) deixou o seu nome ligado a este vinho quando, ao ter sido sentenciado à morte na sequência de um atentado contra o seu irmão, escolheu morrer por afogamento num tonel de Malvasia da Madeira. Mas para além da Inglaterra, também a França, a Flandres e os Estados Unidos o importavam . Francisco I (1708/1765), orgulhava-se de o possuir e considerava-o "o mais rico e delicioso de todos os vinhos da Europa". As famílias importantes de Boston, Charleston, Nova Iorque e Filadélfia disputavam umas às outras os melhores vinhos da Madeira.
Vinho do Pico - Açores
Foi largamente exportado para o Norte da Europa e até mesmo para a Rússia.
Em Julho de 2004, o comité da Unesco considerou a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património Natural da Humanidade. A cultura da vinha domina a parte ocidental da ilha, sendo o famoso "Verdelho do Pico" cultivado em pequenas quadrículas de terreno onde crescem as vinhas, separados por muros de basalto negro feitos de pedra solta, chamados localmente de "currais".
Presentemente, pretende-se constítuir um Parque Nacional na Ilha do Pico (englobando a Montanha do Pico e o seu Planalto Central).
Imagem: Ilha do Pico ( http://acores.sapo.pt/)
Ana Sofia Martins
N:3,5

O Pepino

Luísa Peres

Cebola

Luísa Peres

Ver os objectivos do trabalho e completá-lo

Benin

“BENIN”

Antes de ser colónia da França, o Benin fora ocupado por pequenas monarquias tribais, das quais a mais poderosa era o reinado Fon de Daomé. A partir do século XVI, os portugueses estabelecem postos comerciais no litoral, que se torna conhecido como Costa dos Escravos. As actividades coloniais portuguesas em Benin, concentraram-se no tráfego de escravos. Os negros capturados são vendidos no Brasil e nas Caraíbas.


No século XIX, a França, em campanha para abolir o comércio de escravos, entra em guerra com alguns reinos locais. Em 1892, o reinado Fon é subjugado e o país torna-se protectorado francês, com o nome de Daomé (Dahomey). Em 1904 a colónia integra-se na África Ocidental Francesa. O domínio colonial francês encerra-se em 1960, quando o Daomé passa a ser independente.
Dessa época até 1972 o país mergulha na instabilidade política, com nove golpes de Estado. Nesse ano, um grupo de oficiais subalternos toma o poder e estabelece um regime esquerdista, encabeçado pelo major Mathieu Kérékou, que governa até 1990. O governo é apoiado por intelectuais marxistas, muitos deles educados na França.
Kérékou estatiza empresas privadas de grande porte e cria programas de saúde e de educação popular. O marxismo-leninismo é declarado doutrina oficial, mas Kérékou adopta uma linha mais moderada que outros países socialistas africanos, mantendo a agricultura e o comércio em mãos privadas.
Desde a independência em 1960, a vida política do Daomé foi controlada por políticos oriundos do sul do país. Na sequência do golpe de 1972, e no intuito de contrariar esta tendência de predomínio sulista, o nome do país foi mudado para República Popular de Benin, em 30/11/1975, nome de um antigo reino africano do baixo Níger.
A experiência socialista entra em crise na década de 80 e o governo recorre a empréstimos estrangeiros. Uma onda de protestos, em 1989, leva Kérékou a promover a abertura política. Em alguns meses surgem mais de 50 partidos. Nicéphore Soglo, chefe do governo de transição formado em 1990, é eleito presidente em 1991. O novo governo enfrenta oposição a seu programa económico, cujo ponto mais controverso é a redução de funcionários públicos.
O presidente Soglo convoca eleições, que se realizam em Março de 1996. A insatisfação popular com a inflação e o desemprego dá vitória à oposição: Mathieu Kérékou, que governara o país de 1972 a 1990, vence com 52% dos votos. Em Agosto de 1996 o governo acerta com o FMI a terceira etapa do plano de ajuste estrutural, que inclui privatização e reforma do sector público, e que deve ser implantado até 1999...

A Fortaleza de São João Baptista de Ajudá, também conhecida como Feitoria de Ajudá ou simplesmente Ajudá, localiza-se na cidade de Ouidá, na costa ocidental africana, atual República de Benin.

As costas da Mina e a da Guiné foram percorridas por navegadores portugueses desde o século XV, que, com o tempo, aí passaram a desenvolver importante comércio, principalmente de escravos africanos. É desse periodo que data a ascensão do antigo reino de Daomé e a importância de sua capital, Ouidá.
No final do século XVIII, foi erguida uma fortificação na povoação de Ouidá, para proteger os embarques de escravos (1680 ou 1681). Posteriormente abandonado em data incerta, foi sucedido entre 1721 e 1730 por uma nova estrutura, com as obras a cargo do comerciante brasileiro de escravos José de Torres. Sob a invocação de
São João Baptista, a construção do forte de Ouidá (Ajudá) foi financiada por capitais levantados pelos comerciantes da Bahia, mediante a cobrança de um imposto sobre os escravos africanos desembarcados na cidade do Salvador.
Concluído, funcionou como centro comercial para a região, trocando
tabaco, búzios e aguardente brasileiros, e mais tarde, quando o esquema do tráfico se alterou, oferecendo produtos manufaturados europeus, contrabandeados do Brasil, uma vez que a Coroa portuguesa não permitia que tais itens fossem transportados em navios brasileiros.
No final doséculo XIX a costa ocidental africana foi ocupada pelos ingleses, que ali estabeleceram importantes entrepostos, que passaram a ser defendidos pelas guarnições das fortificações antes pertencentes a Portugal, entre as quais a de São João Baptista de Ajudá.
O Daomé tornou-se uma colónia francesa a partir de 1892, obtendo independência a 1 de Agosto de 1960, quando se transformou em República do Benim. No ano seguinte, tropas do Benim invadiram Ouidá, então uma dependência de
São Tomé e Príncipe. Sem condições para oferecer resistência, o governo de Salazar ordenou ao último residente da praça que a incendiasse antes de a abandonar. A anexação só foi reconhecida por Portugal em 1985.
O forte português de São João Baptista de Ajudá, foi recentemente reconstruído com recursos da
Fundação Calouste Gulbenkian.

'O Tronco' um dos vários meios usados para castigar os escravos (figura francesa)

[fonte: www.wikipedia.org ]

Ana Sofia Martins

N3